Por Aguinaldo Silva - Via Aguinaldo Silva Digital

Bafafá no alto mundo das letras. Sérgio Machado, proprietário da Record, anunciou que sua editora não mais participará do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por concluir que o que norteia a concessão do mesmo não é o mérito literário, “mas são critérios políticos”.
Tudo isso tem a ver com a escolha este mês, pelo júri do Prêmio Jabuti, de “Leite Derramado”, de Chico Buarque de Holanda, como “o livro do ano”, embora ele tenha perdido na categoria de “romance” para outro livro, “Se eu Fechar os Olhos Agora”, de Edney Silvestre, que é jornalista e faz entrevistas com escritores no canal Globo News. Segundo Sérgio Machado, o Jabuti nos últimos tempos vem se preocupando mais com o sucesso midiático dos concorrentes que com o valor literário de suas obras.
Na verdade, essa polêmica vem se arrastando desde 2004, quando “Budapeste”, outro livro de Chico Buarque de Holanda, depois de obter apenas menção honrosa na categoria de “romance”, também foi escolhido pelo júri do Jabuti como “o livro do ano”.
Eu, que não durmo de touca, já mandei fazer uma pesquisa a respeito, pois percebi que, mais do que quaisquer dos livros premiados, interessante mesmo seria um relato sobre os bastidores da escolha dos prêmios Jabuti.
Enquanto a pesquisa não fica pronta, trato de ler não algum dos livros premiados pelo Jabuti este ano, mas “Os Bastidores de Hollywood na Vanity Fair”, uma coletânea de artigos publicados naquela revista, feita por Graydon Carter, todos sobre os bastidores de algumas produções do cinema norte-americano que marcaram época.
O Jabuti não é nenhum Oscar em matéria de visibilidade. Mas em matéria de vanity fair…
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