O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu um nó na ditadura decrépita de Cuba e deixou a falar sozinhos os cretinóides latino-americanos que pedem o fim do embargo à ilha — coisa que, é bom lembrar, Obama jamais prometeu, embora a promessa lhe fosse e lhe seja atribuída. Quem é que fica fazendo propaganda das virtudes supostamente saneadoras do fim do embargo? O mais importante dirigente a fazê-lo é mesmo Lula, o nosso Apedeutakoba. Chávez é outro estridente defensor da tese. Fala-se em “questão de justiça”. Para começo de conversa, a importância do embargo, hoje em dia, é nenhuma. Na prática, Cuba faz acordos bilaterais e negocia com quem quiser. O problema do país é a ditadura socialista, não o embargo americano, de efeito puramente simbólico hoje em dia.
Não sou um “obamaníaco”, como todos aqui sabem. Freqüentemente, há um exagero estúpido ao se cantar as suas glórias e o que ele realmente representa de novidade. Mas acho que, desta vez, o governo americano fez a coisa certa:
- não há mais restrições para viajar ao país;
- cubanos residentes nos EUA poderão enviar dinheiro livremente à ilha; continuam proibidas as remessas para dirigentes do Partido Comunista;
- empresas americanas poderão oferecer serviços de telefonia celular, TV e rádio para o país, e a conta pode ser paga nos EUA;
- o governo encomendou estudos para abrir vôos comerciais entre EUA e Cuba;
- ampliou-se a lista de produtos que podem ser enviados ao país.
E o embargo, de importância, reitero, puramente simbólica está mantido. Pôr fim ao embargo, como tantas vezes se escreveu neste blog (ver em arquivo) significa coonestar a ditadura. Como o próprio governo americano deixou claro, a medida tem de permanecer como um instrumento de pressão em favor da democracia.
Em maio do ano passado, o agora demônio aposentado George W. Bush já tinha liberado o envio de celulares a Cuba, mas as dificuldades técnicas tornaram a medida praticamente irrelevante. O ditadura dos Castro terá de autorizar a atuação das empresas americanas na área de comunicação. Num país em que a Internet é severamente censurada, não será certamente uma decisão tranqüila. Continue lendo aqui. Blog do Reinaldo Azevedo
Nenhum comentário:
Postar um comentário