Dom José Cardoso Sobrinho, o dom Dedé, arcebispo de Olinda e Recife envolvido na polêmica da menina de 9 anos que fez um aborto, diz que não pode excomungar o estuprador e que é "progressista, dependendo do tema"
Marco Bahe, do Recife
Dom Dedé: "Simplesmente citei uma lei da Igreja pela qual quem comete o aborto automaticamente já está excomungado"
Nesta quinta-feira (11), a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota em que afirma que o arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho não excomungou os médicos e a mãe da menina de 9 anos que fez um aborto depois de ser estuprada pelo padrasto. Nesta entrevista, Dom José explica que, de fato, "não aplicou a pena da excomunhão": apenas citou uma lei do código canônimo que diz que quem comete um aborto está automaticamente excomungado.
ÉPOCA – Como o senhor vê a reação das pessoas frente ao episódio da excomunhão da mãe e dos médicos que realizaram o aborto na menina de 9 anos grávida em função dos abusos praticados pelo padrasto?Dom José Cardoso Sobrinho – Eu quero dizer que tenho recebido mensagens positivas de apoio e solidariedade, até de Roma. É claro que existem mensagens negativas e até ofensivas. Todo mundo tem o direito a dar sua opinião. Mas primeiro eu queria retificar uma versão errônea que tem se passado. Estão dizendo que Dom José excomungou, o que é totalmente errôneo. Não é verdade que eu excomunguei, pois significaria que eu teria aplicado a pena da excomunhão. Eu simplesmente citei uma lei da Igreja pela qual quem comete o aborto automaticamente já está excomungado. Está escrito no Código de Direito Canônico. No Direito Civil isso é impossível, pois nesse caso é aberto um processo e no final o juiz aplica a penalidade. Na Igreja há a possibilidade de aplicação de penalidades automáticas, dentre esses crimes está o do aborto. Em outras palavras, não fui eu que excomunguei ninguém, eu só lembrei desta lei da Igreja, que está em vigor desde o primeiro século da nossa Santa Igreja. Mas eu tenho a impressão que essa difusão (do episódio) irá produzir bons efeitos, sobretudo naqueles que são católicos. Porque estamos vivendo um período de silêncio que pode ser até interpretado como cumplicidade. Todo ano há, em Israel, uma solenidade para relembrar aqueles judeus mortos na Segunda Guerra Mundial, que foram 6 milhões de judeus. Todo ano se relembra o holocausto e o papa sempre manda representantes da Igreja Católica. Mas há um silêncio total sobre outro holocausto que acontece todos os anos. São 50 milhões de abortos todos os anos, 1 milhão no Brasil. Por isso, temos que relembrar a todos que acima das leis humanas existem as leis de Deus. A lei dos homens no Brasil diz que se pode praticar o aborto em determinadas circunstâncias, como o estupro e ameaça à vida de mãe. A lei de Deus diz que jamais é lícito eliminar uma vida inocente mesmo que para salvar outra vida. Continue lendo aqui
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Essa afinada da Igreja Católica foi deprimente.
Um comentário:
Dedé ..hummm.....sei.........muito florzinha o apelido de Dedé cheira boilice isto dai
pedu bó
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