Mauro Wainstock, diretor do Jornal ALEF
Nos últimos dias tem crescido significativamente a indignação da comunidade judaica quanto à falta de isenção da mídia ao abordar o conflito Israel x Hamas. Vou ser direto: a imprensa tem todo o direito de ser parcial. Sim, pode ser eticamente incorreto, jornalisticamente questionável, motivado por interesses religiosos, comerciais, ideológicos, políticos..., claros ou escusos, por desconhecimento, pelo "politicamente correto", pelo modismo, pela "lei do mais fraco", pela ingenuidade ou mesmo pela mínima boa vontade de arranjar tempo para pensar. Mas isto tudo não nos dá o direito de criticá-la por ter uma opinião divergente. Veja:

Podemos considerar esta capa incômoda, deplorável, equivocada historicamente e até mesmo falaciosa. Mas, do ponto de vista da parcialidade, temos que admitir que ela é tão injusta e revoltante quanto legítima e inquestionável. Se, na significativa maioria das vezes, a posição da mídia está longe de nos beneficiar, seja nos editoriais, nos artigos ou na escolha dos entrevistados - pelo menos devemos entender que o caso acima é uma manifestação de uma opinião própria, assinada, explícita, de um determinado veículo/colunista. Neste sentido, cabe a pergunta: e se a publicação fosse pró-Israel, também estaríamos criticando ou encheríamos a revista com elogios ? Você por acaso já "repudiou" a "parcialidade" do jornalista Diogo Mainardi durante o último programa "Manhattan Connection", quando ele defendeu de forma entusiástica a posição de Israel ? Já "reclamou" sobre a "parcialidade" dos constantes artigos do articulista Reinaldo Azevedo na revista "Veja", que são contudentes pró-Estado Judeu ? Portanto, para não cairmos em contradição, a nossa leitura precisa ser isenta - para ser coerente. O que de fato é moralmente condenável é a manipulação - entendida como a utilização de subterfúgios técnicos para, ao invés de simplesmente retratar o fato ocorrido, aproveitar a correria do dia-a-dia, a desatenção do leitor, a sua passividade e a falta de interesse e discernimento para assuntos de maior complexidade para produzir notícias com limitado grau de fundamento, fácil nível de absorção, insignificante dose de questionamento e extrema capacidade de polemização. Continue lendo Aqui. Textos completos do Dois em Cena
Um comentário:
Que não se esqueçam do HOLOCAUSTO...................Lembraivos sempre, tudo não começou assim? Uma figurinha ridicula com um bigodinho ridiculo a coisa foi caminhando e tomou a proporção que todos sabemos...................não se esqueçam...............
Pedro Henrique(s) Bougleux
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