Recebi através de um comentário do Bootlead essa notícia: Em Salvador, hospital crema corpo de bebê sem autorização dos pais . Não, eu não tinha visto e concordo plenamente com ele: Fim dos tempos.
Era um bebê de 17 dias, ou seja, nascido. Ficou internado neste hospital durante seus poucos dias de vida. O hospital chegou a orientar aos país do bebê que providenciasse o velório, o sepultamento.
A reportagem diz que o bebê tinha nome,João Pedro...os país deram um nome ao seu filho. Tenho certeza que ambos nutriam esperanças em vê-lo salvo por mais difícil que a situação fosse.
Sei que há incineradores em hospitais. Lá são incinerados membros amputados, enfim, bebês nascidos vivos nunca ouvi falar. Tive oportunidade de acompanhar uma amiga médica e soube que bebês que estavam prestes a ir a óbito, eram até batizados rapidamente, dependendo da crença de seus pais.
Minha mãe foi cremada. Era um desejo dela que obedeci. Não fiz minha vontade, fiz a dela. A burocracia para uma cremação é maior que para um sepultamento. É necessário que dois médicos atestem o óbito. Foi feito o velório. O crematório obedece a um rígido protocolo. As cinzas são entregues e todos os certificados são dados. Quando fui buscar as cinzas de minha mãe, fui sozinha e encontrei pessoas treinadas para lidar com tão doloroso momento. É tudo muito rígido. Não há mais DNA.
Como puderam fazer isso? Como cremaram uma criança? Não era um feto. Era uma criança. Nascida. Em que condições ela foi cremada? Há crenças, que devem ser respeitadas que proibem a cremação. Quiseram esconder o que? E os órgãos? Tiraram? Tenho o direito de pensar em tudo isso. E agora? Onde estão as cinzas? E o sagrado direito desses pais de terem feito o ritual que sua fé prega?
Senhores, quanto vale a vida? E nossos mortos quanto estão valendo? Não estou afirmando que esse hospital fez isso, mas sabemos que existe tráfico de orgão. São seres imundos que sujam o bonito gesto da doação.
E agora? Vai acabar em pizza? Por que tiraram desses pais o direito a despedida? Aí tem sujeira da grossa. Aí tem monstruosidade. Podem ter certeza que esse caso vai nos horrorizar e nos machucar.
Aí tem.
4 comentários:
Já andei te falando que por aqui é PIZZA DE CACAU, é não é boa.
Quem são os da Chefia nestas terras?
Descalabros e horrores acontecem e estes caras não mostram a cara!
São transferidos, dizem que vão investigar e desaparecem sob o sol baiano!
A imprensa não quer falar sobre o Tráfico de Órgãos no Brasil, só fala em Doação de Órgãos!
Qual a razão do silêncio em relação a investigações sobre o Tráfico de òrgãos?
Lamento pelo João Pedro e por sua família.
Lamento viver entre monstros
Ana Maria C. Bruni
Redação CORREIO
O Hospital Sagrada Família, na Cidade Baixa, está sendo acusado de incinerar o corpo de um recém-nascido sem autorização.
A mãe da criança, Patrícia Martins, alega que foi surpreendida ao ir até o hospital buscar o corpo do filho João Pedro, que nasceu prematuro, e não o encontrar. Patrícia recebeu, então, uma certidão do Sagrada Família informando que o bebê havia sido incinerado.
A mãe informa que não autorizou a cremação. A família registrou uma queixa por ocultação de cadáver na 3ª DP dos Bonfim. Segundo informações da assessoria do Hospital, foi instaurada uma sindicância para apurar a responsabilidade deste ato ilegal.
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=7616&mdl=29
Fui procurar nas notícias da Bahia.
'Cadê o corpo do meu filho? Eu queria ter dado um enterrro digno ao meu filho
http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=190604&id_secao=151
De arrepiar a voz desta mãe no video que está na matéria.
Que tristeza!
Certamente o bebê foi cremado sem os órgãos internos, e isto tem sido feito com imensa frequência sob proteção de autoridades.
A Ana disse bem. Não se pode falar em tráfico de órgãos. Só em doação.
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