Não há marola, muito menos marolinha. Isso nunca foi gripe pequena. Todos os dias, ao ler o noticiário econômico me assusto com o cinismo e com o relaxo em relação a doença econômica que assola o mundo e também nosso país. Como um presidente da república pôde ser tão relapso? Como uma ministra de Estado, com pretensões de chegar a presidência da República pôde ser tão relapsa? Se o governo petista não foi cínico, o que me resta é chama-lo de incompetente.
Sabemos, por exemplos anteriores e em situações diversas, que os dois adjetivos, cínico e incompetente, cabem perfeitamente para qualificá-los.
O Lula há dias atrás prometeu ajuda, prometeu obras, prometeu pré-sal . Sabemos hoje que isso será quase impossível. Ele não sabia da gravidade das coisas? Ele nunca sabe.
O Lula iria ajudar com dinheiro nosso, do BNDES o sistema viário de um outro país como se o nosso não tivesse outras prioridades. Daí veio de novo, atente-se ao detalhe, de novo, a história da nossa Petrobras. Veio a construtora Odebrecht. Veio os brasiguaios ( ele já se pronunciou?), veio todas as lembranças dos atos de corrupção do desgoverno petista. Vieram as urnas e onde o PT não foi defenestrado ( No Rio de Janeiro, ele já foi), as dificuldades são imensas.
Hoje, o Sr. Lula estará ajudando sua candidata a prefeitura de São Paulo. Virá socorre-la em um encontro com pastores evangélicos que a rejeitam.
Nós todos já a rejeitamos quando elegemos o atual governador José Serra para prefeito. Nós a rejeitamos agora, quando o substituto de Serra, Gilberto Kassab foi competente durante os dois anos em que ficou a frente da prefeitura. O colocamos em primeiro lugar no segundo turno. Nos sondaram através de pesquisas e demos a ele 61% de aprovação como prefeito e 54% em nossas intenções de voto. Salvo algum Tsunami, o elegeremos em segundo turno.
O senhor Lula estava reticente em subir no palanque de Dona Marta. Ele sempre temeu associar sua imagem a perdedores e enrolados. Ledo engano, presidente. O senhor é o presidente de um governo aloprado. É o seu rosto que vemos. Pelo menos é o seu rosto que surge nos olhos mais atentos desse país. . Somos minoria? Somos...sua popularidade é alta? É. Um estranho fenômeno esse. Sempre tivemos cara de marolinha, não presidente? Somos sua marolinha, somos o seu virus da gripe.
Olha, se eu fosse o Lula não sairia do planalto para nada. Mesmo que pudesse. Ficaria lá ao invés de subir em palanques com quem quer que seja. Jamais teria uma agenda de comícios.
Por que faria isso? Porque nada ou quase nada adiantará esse esforço e em segundo lugar porque pegaria bem.
O momento exige, ao menos disfarce.
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